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“Parece que foi ontem!”

“Parece que foi ontem!”

Inserida na comemoração do 48º aniversário do 25 de Abril e sob o tema “Parece que foi ontem!”, a ACSR da Sequeira convidou a comunidade a participar numa tertúlia, sendo esta também acompanhada com músicas evocativas ao 25 de Abril, brilhantemente tocadas e cantadas pelo grupo de cantares da associação.

Esta decorreu no dia 26, na sede da associação com a sala cheia de convidados, tendo sido dado destaque a 4 temas, todos marcantes na sociedade, o que suscitou à participação dos convidados.

O 1º tema, “O papel das mulheres na sociedade antes do 25 de abril”, abordou o lugar da mulher em casa, à qual eram atribuídas as tarefas domésticas e a função de cuidar dos filhos. Em regra, qualquer atividade fora do âmbito familiar, a mulher tinha de pedir autorização ao marido. Por isso, até à revolução portuguesa, a luta feminista foi ofuscada pela luta para derrubar a ditadura.

O 2º tema, “Polícia Secreta PIDE”, aludiu à Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE), a polícia política portuguesa entre 1945 e 1969, responsável pela repressão de todas as formas de oposição ao regime político de então. Para além das funções de polícia política, a sua atividade abrangia igualmente o serviço de controlo de fronteiras, assim como, era também mobilizada no contexto de querelas familiares. Após a Revolução, esta organização foi extinta e vários dos seus elementos foram presos.

Com o 3º tema, “Exército e Guerra Colonial”, foi destacada aquela que se designou por Guerra Colonial, ou Guerra de Libertação (designação mais utilizada pelos movimentos de libertação africanos), que diz respeito ao período de confrontos entre as Forças Armadas Portuguesas e as forças organizadas pelos movimentos de libertação das antigas colónias — Angola, Guiné-Bissau e Moçambique — entre 1961 e 1974. A designação Guerra do Ultramar era a designação não oficial utilizada durante o período do Estado Novo. O regime ditatorial não reconhecia a existência de um conflito armado, considerando os levantamentos armados dos movimentos de libertação como atos de terrorismo.

Por último, o 4º tema, “Emigração”, abordou a forte emigração portuguesa para a Europa, não só para trabalhar, mas, também, para fugir à guerra colonial, que caracterizou os anos 60 e início dos anos 70. Os países mais massacrados pela II Guerra Mundial procuravam iniciar a sua reconstrução, necessitando de muita mão-de-obra, o que levou a atrair a população Portuguesa. Internamente, as principais causas da emigração portuguesa nas décadas de 60 e 70 passavam pelo atraso económico do nosso país e os baixos salários praticados; o regime ditatorial que durante 48 anos vigorou em Portugal; a guerra colonial, que levava a que muitos jovens procurassem fugir ao serviço militar; e a insuficiência de recursos de Portugal e o baixo nível de vida da população.

Tudo isto levou cerca de um milhão de portugueses a emigrar para França, dispostos a trabalhar. Em poucos anos, despovoaram-se regiões inteiras de Portugal, essencialmente do interior.

A tertúlia, bastante participada, terminou com a canção do 25 de Abril, “Grândola, Vila Morena”, de José Afonso, brilhantemente tocada e cantada pelo grupo de cantares da associação.

A Freguesia da Guarda marcou presença e congratula a associação pela boa iniciativa.

 

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03-05-2022

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