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Utilização racional da água

Utilização racional da água

Decorreu no auditório do edifício do ex-SMAS, ontem, segunda-feira,30 de agosto, uma sessão de apresentação do panorama hidrológico atual e das eventuais medidas de redução do impacto negativo da ausência ou muito reduzida precipitação que tem ocorrido desde o outono e inverno de 2021 e 2022, ao qual se acresce um menor nível de pluviosidade nos últimos anos e a consequente redução de caudais nas bacias hidrográficas e nas camadas subterrâneas onde se encontram os lençóis freáticos.

A moderar a sessão esteve o Presidente da Câmara da Guarda, Sérgio Costa, técnico superior municipal, Rui Melo e o Vice-Presidente da APA, Pimenta Machado.

Foram apresentados vários quadros informativos com dados comparativos da quantidade de chuva nos últimos anos e décadas.

Referiu-se que estes últimos cinco anos tiveram níveis de pluviosidade abaixo da média e que em comparação à década anterior os seis anos mais secos foram precisamente após o ano de 2000 e em 2004/2005 é o ano em que esse diferencial atingiu o maior valor.

Desde fevereiro que a APA – Agência Portuguesa para o Ambiente – tem vindo a desenvolver uma campanha de sensibilização para a poupança e redução dos consumos de água ainda que para consumo humano não vai, por ora, faltar.

Outro dado relevante é a distribuição do consumo de água em que o setor agrícola representa 74%, o humano 14% e 11% para a atividade económica.

Salienta-se que em Portugal o consumo médio de água é superior ao valor estabelecido como média por cada cidadão pela ONU. Temos 186 lt por dia e por habitante e o valor recomendado é de 110 lt.

Conciliando este dado, a informação anterior e ainda a acautelar uma redução continuada da precipitação foram anunciadas várias medidas que visam conseguir a necessária poupança de água nomeadamente nos consumos excessivos, no aproveitamento das águas residuais, no incentivo da rega noturna, a utilização da tecnologia, a redução da rega dos jardins, o recurso às torneiras redutoras, redução da pressão e, desde já, por exemplo, na Serra da Estrela onde após os incêndios vão ser desde já tomadas medidas de proteção das massas de água.

Usou depois da palavra o presidente da câmara e o técnico municipal e que reforçaram o que trás mencionado dizem que eventualmente na Guarda à proposta do membro do governo que incentivou ao aumento do custo da água para os cidadãos com níveis de consumo mais elevado.  Foi também dito que é necessário proceder ao corte na rega dos jardins da cidade, vão também ser revistas as novas plantações e as novas áreas verdes e a reconversão das que estão já a partir de 2023, a reivindicação de pequenas barragens, em algumas localidades, uma melhor utilização dos recursos hídricos das barragens do Sabugal e Bouça Cova e a preocupação com a política de redução das perdas no sistema em baixa e uma melhor gestão das reservas existentes.

Após a sessão os jornalistas e alguns presidentes de junta de freguesia colocaram algumas questões e após as respostas fomos obsequiados com um lanche convívio prolongando-se a conversa sobre a necessidade do uso racional da água como elemento fundamental de vida.



 

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30-08-2022

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